quinta-feira, 12 de abril de 2012

Vivo o máximo que posso com pés no chão e sinto o máximo que posso sem demonstrar. Já morei anos e anos na Lua sem saber onde estava a chave do meu coração. Minto. Sabia sim, mas não queria buscar, não queria pegá-la, não queria gastar minha grana com chaveiro ou não queria perder meu tempo sabendo que as coisas nunca voltariam ao seu lugar enquanto eu insistisse em amar. Hoje em dia, sei lá. Se incomoda se eu acender meu cigarro? Não? Obrigada. Esse tipo de assunto me deixa nervosa. Por que?
Bem, afeto é algo complicado. Afeto, amor, carinho, dengo, beijinho de madrugada, chamego e colo. Coisas complicadas para alguém que decidiu viver quietinha na Terra, com cabeça na Terra, com coração na Ter… Não, com coração longe, bem longe, talvez na Lua, para que na gravidade não possa pulsar.

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