Entrei no banheiro e você estava lá, se arrumando, parado em frente ao espelho. Virou seu rosto na minha direção e jogou um “Oi.” tremido, cuspido. Eu, em troca, apenas levantei minha mão comprimentando-te. Eu ia dizer algo para que nascesse ali um assunto, para que todo esse vácuo que existe entre nós por um instante sumisse e eu pudesse, ao menos, conversar como um amigo conversa com o outro, porém quando me dei por conta você se quer estava mais ali.
Às vezes… Às vezes eu me pergunto se você ainda sente algo por mim como dizia sentir antes. Se teu sangue corre em seu corpo levando consigo memórias e pensamentos a meu respeito. Se eu ainda sou a perfeição a qual você me apelidava. Quando você me procurava ansioso, esperançoso, eu me escondia. Se realmente existiu algo verdadeiro aí dentro, se teu coração bateu forte alguma vez por mim, então eu lhe fiz sofrer. Penso por vezes que fui tolo, mesquinho, e que desperdicei uma grande chance de ser feliz ao lado de alguém, ou de tentar ao menos. Queria poder pedir desculpas e, junto, pedir que voltasse a insistir como fazia, porém não me arrependo. Às vezes esqueço de mim para pensar em você, mesmo que você nem importe mais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário